A arquitetura pós-moderna surge como uma série de novas propostas arquitetônicas cujo objetivo foi o de estabelecer a crítica à arquitetura moderna. Seu auge é associado à década de 80  em figuras como Robert Venturi, Philip Johnson e Michael Graves nos Estados Unidos, Aldo Rossi na Itália, e na Inglaterra James Stirling e Michael Wilford. 

           Segundo Jair Ferreira dos Santos, no livro O que é pós-moderno, a reação pós-moderna começa com arquitetos italianos, depois americanos e ingleses. Contra o estilo universal modernista, voltam-se para o passado, pesquisam novos e velhos materiais, estudam o ambiente, a fim de criar uma arquitetura que fale a linguagem cultural das pessoas que vão utilizá-la. A função passou a obedecer a forma e a fantasia. Aos materiais oferecidos pela indústria moderna, eles acrescentaram materiais abandonados (cascalho) ou bem recentes (fórmica e plexiglass). O ornamento é recuperado: até colunas gregas reaparecem. Os valores simbólicos (o pórtico senhorial, por exemplo) são prestigiados, junto com o retorno a estilos antigos como o barroco. […]. Às retas, racionais, opõem-se a emoção e o humor das curvas. Contra a pureza, o ecletismo: junta-se ornamento barroco com vidro fume. No lugar da abstração, a fantasia (edifícios em forma de piano), e busca-se a vida com a volta da cor. Evita-se a série repetitiva, monótona. […]. Mas a marca típica da arquitetura pós-moderna é a combinatória linhas e formas curvas com linhas e formas oblíquas. Dá em desequilíbrio, decoração, movimento, bizarrice, fantasia, alegria (o oposto do modernismo). 

            O Pós-Modernismo deixa o puro para trás, trazendo o hibridismo, a complexidade e contradição. Em suas obras, os pós-modernistas faziam releituras de movimentos passados, fazendo junção deles, misturando estilos. Fazendo verdadeiras aventuras pelas formas que constituem os projetos, com certos desenhos curiosos. Por exemplo, utilizando frontões e colunas jônicas em seus projetos causando espanto em arquitetos que continuam em linhas modernistas, mas fazendo os seus “leitores” discutirem, criando conceitos sobre as obras. 

             Outras tendências podem ser associadas aos pós-modernos, Robert Venturi, por exemplo, chamou atenção para as muitas formas de arquitetura. Aldo Rossi, por sua vez, preocupou-se com a relação entre o novo projeto e os edifícios existentes acompanhando a escala, altura e modulação destes. 

   

PÓS-MODERNISMO NO BRASIL 

           No Brasil, não existiu um debate tão intenso quanto internacionalmente e a grande tradição moderna, mesmo bastante desgastada, não permitiu muito espaço para uma crítica de qualidade da produção arquitetônica. Apesar de no Brasil não haver tamanha representatividade na arquitetura pós-moderna, houve discussões em diversas áreas 

            Ainda que criticada pela fragilidade de sua base teórica, a adoção do “pós-modernismo” como estilo teve o importante papel de atenuar a hegemonia da arquitetura moderna no Brasil, apontando a possibilidade de novos rumos. 

           Arquitetos brasileiros como Fernando Peixoto, mostram suas obras com cores fortes trabalhando todos os lados do edifício com linhas retas, quase um “cubismo” de arte. Oscar Niemeyer em suas obras, têm inspiração nas curvas da mulher brasileira, levando assim curvas orgânicas para suas obras espalhadas pelo Brasil e mundo.  

 

FERNANDO PEIXOTO 

   
 
 
 

O uso singular das cores, a composição lúdica, a presença marcante das linhas horizontais, verticais e até mesmo diagonais. A eliminação das janelas pelo trabalho dado a arquitetura de fachadas, sendo seu tamanho e posição conseqüência da necessidade funcional. Sua ênfase na cor e contraste, ao invés do volume, torna o trabalho deste arquiteto de impacto universal, uma vez que a cor é mais emocionante que o volume, mas dependente de formação cultural do observador. A cor, ao lado da ilusão ótica, substitui o volume e torna-se elemento principal da fachada. Fonte: http://www.fernandopeixoto.com/

  

ÉOLO MAIA

Um dos pressupostos da arquitetura pós-moderna, da qual Éolo Maia foi um dos principais expoentes no Brasil, era a recuperação do diálogo com as pessoas, que supostamente havia se perdido em virtude do caráter hermético dos discursos da arquitetura moderna. Nesta relação entre obra e usuário, a obra de Éolo adquire um novo significado uma vez que seus edifícios não passam desapercebidos. Fonte: mdc.arq.br/.../

RUI OHTAKE

              Em resumo, o pós-modernismo é a crítica à arquitetura moderna; um estilo que volta-se para o passado, e busca sempre criar uma arquitetura que fale a linguagem cultural das pessoas que vão utilizá-la e faça com que elas a observem de maneira diferenciada.

              No Brasil, o pós-modernismo veio abrindo a possibilidade de novos rumos. Arquitetos brasileiros dão cara própria e especial a essa nova arquitetura, tornando-a representativa e original.

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